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Brasil é campeão de depressão e ansiedade no continente, diz OMS

Pelo menos 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, 18% a mais que há uma década, e outros 264 milhões sofrem com transtornos de ansiedade, um aumento de 15% em relação ao índice de dez anos atrás, de acordo com os últimos dados revelados nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo um novo relatório da organização apresentado por ocasião do Dia Mundial da Saúde, que será celebrado no dia 7 de abril e terá a depressão como tema principal este ano, 4,4% da população mundial sofre de depressão.

A doença é mais comum entre as mulheres (5,1%) do que entre os homens (3,6%).

Concretamente, o relatório ressalta que o número de pessoas que sofre de depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015.

Além disso, a tendência a sofrer problemas mentais está crescendo, sobretudo nos países com população de renda baixa e média, pois o número de pessoas está aumentando e a esperança de vida também.

Por isso, há mais pessoas que chegam a uma idade onde estes transtornos são mais comuns, especificou a OMS.

De fato, a prevalência é maior na idade adulta do que na juventude: 7,5% das mulheres com entre 55 e 74 anos sofrem de depressão e 5,5% dos homens da mesma faixa etária padecem desta doença.

Metade dos 322 milhões de pessoas que sofrem depressão vive no Sudeste Asiático e na região do Pacífico, áreas onde estão situados alguns dos países mais populosos do mundo, como China e Índia.

Já na América Latina, o Brasil é o campeão em casos de depressão com 5,8% de prevalência, seguido por Cuba (5,5%), Paraguai (5,2%); Chile e Uruguai (5%), Peru (4,8%), Argentina, Colômbia, Costa Rica e República Dominicana (4,7%).

A depressão é a doença que mais contribui para a invalidez no mundo (7,5%), enquanto os transtornos de ansiedade estão na sexta posição (3,4%).

Além disso, a depressão é a primeira causa entre as mortes por suicídio: 800 mil por ano.

Em relação aos transtornos de ansiedade, estima-se que atingiram 3,6% da população mundial em 2015, um aumento de 14,9% em comparação com o ano de 2005.

Esta patologia também ocorre mais nas mulheres (4,6%) do que nos homens (2,6%).

Concretamente, nas Américas estima-se que 7,7% das mulheres sofre de ansiedade, enquanto no caso dos homens o índice é de 3,6%.

Brasil é de novo o país da América Latina que mais apresenta pessoas que sofrem com transtornos de ansiedade (9,3% da população), seguido de Paraguai (7,6%), Chile (6,5%), Uruguai (6,4%), Argentina (6,3%), Cuba (6,1%) e Colômbia (5,8%).

Em números absolutos, a região do Sudeste Asiático é a que mais apresenta casos de ansiedade: 60 milhões, ou 23% do total; seguida das Américas, com 57,22 milhões e 21% de prevalência.

Depois se situam a região do Pacífico, com 54,08 milhões (20%); Europa, com 36,17 milhões (14%); o Mediterrâneo Oriental, com 31,36 milhões (12%), e a África, com 25,91 milhões (10%).

Outra das consequências das doenças mentais em geral são as perdas econômicas que estas representam, estimadas em US$ 1 trilhão por ano.

Terra