A Psicologia e o resultado das eleições para deputado

 

Eduardo Hegenberg para o PsiBr

Para os psicólogos e a saúde mental, qual o saldo das eleições para a Câmara dos Deputados?

 

eleitoIvan Valente, do PSOL (SP), comandou a atuação do partido contra o Ato Médico. O PSOL foi a única legenda a se posicionar claramente contrária ao projeto de lei que, em sua forma original, daria aos médicos toda a responsabilidade pela formulação de diagnósticos e prescrição de tratamentos na área da saúde, incluindo os problemas psicológicos. O deputado foi ainda um defensor importante do PL 3.338/2008, que limita em trinta horas semanais a jornada de trabalho dos psicólogos. (Assista ao pronunciamento do deputado em favor do projeto)

naoeleitoRenato Cinco, também do PSOL (RJ), ficou muito próximo de se eleger, tendo sido o quarto candidtato mais votado no RJ pelo partido (os três primeiros garantiram a vaga). Renato Cinco foi vereador na cidade do Rio de Janeiro com um eixo de atuação voltado em boa parte para a área de saúde mental, em bandeiras importantes como o movimento antimanicomial, a fiscalização rigorosa das comunidades terapêuticas e revisão da política antidrogas. Candidato novo, tem felizmente longa carreira política pela frente. (Veja a página do vereador dedicada à saúde mental)

eleitoFelipe Bornier, do PSD (RJ), é o autor do Projeto de Lei que fixa em 30 horas semanais a jornada máxima de trabalho dos psicólogos. O projeto já foi aprovado na Câmara e no Senado e aguarda pedidos de revisão antes de seguir finalmente para a sanção presidencial. Felipe Bornier foi eleito com boa margem (11° colocado entre os 46 deputados que comporão a bancada do Rio na Câmara) e será uma garantia a mais da aprovação definitiva das 30 horas.

naoeleitoMarisa Lobo, a "Psicóloga Cristã", ficou conhecida por brigar na justiça pelo direito de "tratar" pacientes  homossexuais, motivo pelo qual enfrenta um processo ético no Conselho Federal de Psicologia e poderá ter seu registro de psicóloga cassado. Considerada a mentora intelectual do Pastor Marco Feliciano, era tratada pelo seu partido (PSC) como vitória certa e até provável puxadora de votos de outros candidatos da legenda. A candidata decepcionou e obteve apenas 14.902 votos, ficando na 63° posição pelo Paraná (os 30 primeiros foram eleitos). Marco Feliciano e os acólitos da "cura gay" podem esquecer Marisa como reforço para o projeto na Câmara.